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terça-feira, 29 de março de 2011

Estou assustada, desejo fugir

Estou assustada.

Desejo fugir,

Não vejo para onde fugir.

As paredes que se encontram ao meu redor parecem se fechar rapidamente a fim de formar um corredor estreito onde todas as opções são:
seguir em frente ou

voltar para um local com ainda mais aperto.

Se corro, me canso. Cansada, sou incapaz sequer de andar. Vejo, então, com as mãos atadas, meu destino imutável se aproximar de mim.

Estou assustada. Desejo fugir, Não vejo para onde fugir.

Se caminho lentamente, reparo na paisagem sufocante ao meu redor. Torturo-me psicologicamente toda a vez que reparo. Torturada, desejo correr. Se corro, me canso. Cansada, sou incapaz sequer de andar.

Vejo, então, com as mãos atadas, meu destino imutável se aproximar de mim.



Estou assustada.


Desejo fugir. Não vejo para onde fugir.


As paredes que se encontram ao meu redor parecem se fechar rapidamente a fim de formar um corredor estreito onde todas as opções são:


seguir em frente ou


voltar para algum lugar ainda mais apertado


Talvez a solução fosse, simplesmente, tentar voltar ao local de onde vim.


Mas pensar em regredir me tortura.


Torturada, desejo correr. Se corro, me canso. Cansada, sou incapaz sequer de andar.


Estou assustada.


Desejo fugir.


Não vejo como fugir.


quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Medo! G.G

Passei anos sem saber, ao certo, o que era, realmente, este tal medo. Chamava, então, toda reação ao desconhecido de medo. Dizia ter medo de andar na rua sozinha, quando, na verdade, tinha ansiedade. Também dizia ter medo de fazer uma prova difícil e, até hoje, não sei se era mesmo o dito medo.
Sabia, apenas, do que dizia minha mãe quando eu era mais nova. Dizia ela, sempre, que o medo era algo bom, pois nos protegia... Deixava os olhos abertos, os pensamentos mais rápidos e, principalmente, melhorava os nossos movimentos.
Em contrapartida, ouvia de quase todos os demais que o medo era algo ruim, indigno! O medo, para tantos, era algo que nos impedia de agir, nos imobilizava, nos sufucava, nos matava, talvez.
Lembro-me até hoje de meu irmão mais velho conversando com os amigos e perguntando a eles se tinham "medinho" disso ou daquilo. Geralmente, os amigos faziam caretas divertidas e diziam que não e, logo, davam um jeito de provar.
Também me recordo das minhas conversas com amigos, quando eu tinha uns sete ou oito ano... Perguntavamos uns aos outros quais eram os maiores medos de cada uma das crianças que estavam conosco e, depois, tentavávamos "combater" os tais medo. Nunca conseguimos. Pelo menos, nunca deu certo para conseguir combater um grande medo meu.
Pensando bem...Eu nunca soube, exatamente, quais são meus grandes medos. Ou melhor dizendo, nunca julguei ter nenhum grande medo. Será que eu deveria ter algum? Um só, se fosse o caso. Todos parecem ter... um grande medo. Se o medo realmente nos protege, como minha mãe dizia... quanto maior for, melhor, não? Um grande medo, então, seria o ideal. Vários medos gigantescos? Melhor ainda. Mas se o medo for como uma doença terrível e indigna, como todos os demais afirmam, não tê-lo deveria ser o melhor de tudo, não? Se assim for, estarei bem.
Só tenho certeza de uma coisa: se Pandora tivesse mais medo, não havia aberto a mal dita caixa.
Todo o resto é incerteza. Estas incertezas parecem dominar minha mente, devorando todos os pensamentos que nascem em vão. Tudo bem...Deve ser apenas o medo do desconhecido.