Quando eu era mais nova, costumava ouvir na escola que Deus era muito, muito poderoso. Falavam-me em algumas aulas que ele era capaz de tudo, até mesmo de criar planetas e, inclusive, que fora ele criara o nosso. Contavam-me, também, que ele era quem definia o futuro das pessoas, e que se fossem boas, teriam seu lugar garantido... Mas que precisava escolher ser bom.
Naquela época, eu estudava em uma escola "marista", melhor dizendo, cristã. Aprendiamos, claro, outras religiões, mas, ao menos uma vez a cada dois meses (se não estou enganada), algumas aulas especificas sobre a religião católica apostolica romana. Nessas aulas, haviam atividades em grupo, leitura de alguns trechos da Bíblia e coisas semelhantes...
Ao terminar o ensino fundamental, mudei de escola. De inicio, assustei-me um pouco com a força que os professores costumavam ensinar. Os metódos eram, extremamente, distintos e, fora isso, eles tinham bem menos tempo para bem mais matéria já que revisavam os conteúdos do fundamental também.
No começo parecia que nada passaria de provas, provas e mais provas... Mas eu estava enganada. Antes parecia que a escola não glorificava nenhum Deus... Mas na verdade, glorificava vários.
Ninguém chamava os tais Deuses de Deuses, davam-lhe outro nome "vestibular" ou "vestibulares" quando tratados no plural. Mas, pelo que os professores nos mostravam, não parecia existir diferença qualquer entre "vestibular" e "deus". Eram apenas palavras distintas para a mesma coisa.
Na escola antiga, precisávamos ser bonzinhos, nos comportar nas aulas, fazer as nossas tarefas e os exercicios e obedecer aos professores para que tivessemos um bom destino escolhido por Deus.
Na escola nova, precisavamos ser bonzinhos nos comportar nas aulas, fazer as nossas tarefas e os exercicios e obedecer aos professores para que tivessemos um bom destino definido pelo vestibular.
Em alguns momentos, na escola antiga, um professor mais religioso dentre os demais (e que não conseguia controlar a sala) dizia "Deus está vendo, Ele sabe de tudo", para nos ameaçar.
Em alguns momentos, na escola nova, um professor mais religioso dentre os demais (e que não conseguia controlar a sala) dizia "Nem quero ver vocês enfrentando o vestibular depois", para nos ameaçar.
A principal diferença é que o Deus da escola antiga era bonzinho (sem aparência definida aos homens), perdoava a todos desde que o erro fosse confessado, enquanto, na escola nova, os Deuses eram mais neutros (com diferenças entre suas personalidades e aparências, alguns maiores, outros mais feios, alguns mau cheirosos e ainda alguns quase desconhecidos), perdoavam os erros apenas se estes fossem recompensados com trabalho em dobro.
Será que existe alguma escola laica ou eu, apenas, tive sorte?
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Saudade!?
Escrito por
triice mayumi
às
08:36
Que é este sentimento estranho que vem fazendo com que eu me mate por dentro e deixe de ser eu mesma?
Que é este sentimento vil que me faz viver de lembranças e considerar o passado melhor que o presente?
Que é este sentimento erroneo que esfaqueia meus pensamentos e faz com que eu não consiga pensar nada
Nada além da saudade sentida,
Nada além do passado,
Nada além de que como o presente é distinto desse.
Que é esta ideia torta que me desprende do mundo que, antes, eu gostava de tanto de viver?
E, agora, me vejo, novamente, presa a momentos distantes...
Não sei se me alegro ao tê-lo. Não sei se me alegro ao fingir vê-lo. Só não mais o quero.
Que é este sentimento estranho que não vai embora... Vá embora.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Vingança
Escrito por
triice mayumi
às
12:54
Se vingar é quando de alguma forma, você sente que alguma pessoa te prejudicou e quer prejudicá-la... Pode ser para fazer com que ela "aprenda" que o que fez foi errado ou, simplesmente, para sentir o gostinho de vê-la na mesma situação prejudicada que você esteve (ou ainda pior).
Pessoalmente, adoro me vingar das pessoas que fazem algo que não gosto. Geralmente, vinganças silenciosas. Costumo tentar derrubar com o pé pessoas que me empurram no metrô, passar cola errada "sem querer" para pessoas que sempre pedem cola e, com certeza, não tem ideia do que está certo ou errado e por ai vai. Até pouco tempo atrás, achava que a vingança era algo realmente bom... porque tirava aquela sensação de derrota e passava a uma sensação de vitória, talvez como em uma guerra. E só não digo com certeza porque nunca vivi qualquer guerra, apenas vi algumas na escola e em um livro ou outro.
Outro dia, vi uma coisa que considerei terrível em uma comunidade feminina no orkut.
Não vou citar o nome aqui porque considero totalmente desnecessário, mas é óbvio que se, por acaso, alguma menina de lá ler, ficará evidente a situação tratada. Não há problemas quanto a isso também.
No caso, havia um tópico sobre drogas. Um tópico agressivo que defendia com todas as forças que drogas eram coisas ruins! Nem mesmo se davam ao trabalho de explicar o que eram as drogas... Iam logo ao "por que não usar" ou "por que dizer não", não me lembro ao certo e, você sabe como é... estou com preguiça de olhar.
No tal tópico, muitas meninas demonizavam o uso da droga. Sem problemas, direito de expressão. Eis então que uma outra menina começa a defender o uso (também não acho necessário citar nomes). No inicio, é ignorada com sua teoria de que as drogas deveriam ser legalizadas. Mas, mais tarde, ao dizer que gostaria de provar maconha, uma chuva de criticas recaiem sobre ela.
As meninas todas, demonizavam a tal garota. Realmente, falavam dela como se fosse o próprio demonio. Dizia que ela estava entregando sua vida, que precisava medir seus atos, suas consequências e chegaram, até mesmo, a usar palavrões de baixo calão para se referir a situação.
Primeiramente, não entendi, ao certo, o por quê de tal demonização. A guria nem mesmo provou nada. Simplesmente, jogou a ideia ao longe... Falando de uma projeção que fez para o futuro. Não havia feito nada errado. Apenas pensara sobre o assunto, não havia tomado nenhuma decisão. E, em pouco tempo, ela já era "a culpada" pela imagem do Brasil no mundo e, ainda, "a representante" dos usuários de drogas. Fora uma cena ridicula.
O mais ridiculo ainda foi quando entendi o que acontecia para tantos chingamentos e culpa. A menina, creio que percebendo o que acontecia, disse que não gostava de "todos contra uma". Achei que fossem dizer que não estavam contra ela, que estavam preocupadas com a saúde e com o futuro da colega, mas não foi exatamente isso o que ocorreu.
Uma primeira mais corajosa, respondeu, logo, que quando era com esta ninguém tinha dó, todos iam para cima, falavam tudo o que pensavam, sem piedade qualquer. Então, outra embaixo concordou... Veio, depois, mais uma e não sei quantas foram.
Creio que entendi o que se passava. Ao que me parece, todo esse escadalo era, apenas, porque as meninas não gostavam de ser tratadas daquele jeito e, como foram um dia, achavam certo que todas as outras fossem também. No caso, deviam estar só esperando uma chance para afugentar alguém que parecia que ninguém defenderia. Ou, se preferir, esperando para se vingar de qualquer um, mesmo que a pessoa não tivesse culpa qualquer pelo motivo vingado.
Depois decidi entrar na discussão para me vingar do que elas estavam fazendo. Não obtive grandes resultados sozinha. Mais tarde, voltou aquela menina que recebeu a vingança e mais uma com pensamentos semelhantes e a discussão ficou equilíbrada. Mas esta parte não importa, realmente, para o assunto tratado. Vamos ao que interessa...
É possível que as meninas estivessem fazendo isso para não se sentirem derrotadas e, sim, vitoriosas. Mas fico imaginando se tudo no mundo acontecesse assim... Sabe, tudo bem querer se vingar da Alemanha porque a Alemanha ganhou seus territórios. Mas imagina se querem se vingar da França porque a Alemanha ganhou territórios. É irracional demais.
Pessoalmente, adoro me vingar das pessoas que fazem algo que não gosto. Geralmente, vinganças silenciosas. Costumo tentar derrubar com o pé pessoas que me empurram no metrô, passar cola errada "sem querer" para pessoas que sempre pedem cola e, com certeza, não tem ideia do que está certo ou errado e por ai vai. Até pouco tempo atrás, achava que a vingança era algo realmente bom... porque tirava aquela sensação de derrota e passava a uma sensação de vitória, talvez como em uma guerra. E só não digo com certeza porque nunca vivi qualquer guerra, apenas vi algumas na escola e em um livro ou outro.
Outro dia, vi uma coisa que considerei terrível em uma comunidade feminina no orkut.
Não vou citar o nome aqui porque considero totalmente desnecessário, mas é óbvio que se, por acaso, alguma menina de lá ler, ficará evidente a situação tratada. Não há problemas quanto a isso também.
No caso, havia um tópico sobre drogas. Um tópico agressivo que defendia com todas as forças que drogas eram coisas ruins! Nem mesmo se davam ao trabalho de explicar o que eram as drogas... Iam logo ao "por que não usar" ou "por que dizer não", não me lembro ao certo e, você sabe como é... estou com preguiça de olhar.
No tal tópico, muitas meninas demonizavam o uso da droga. Sem problemas, direito de expressão. Eis então que uma outra menina começa a defender o uso (também não acho necessário citar nomes). No inicio, é ignorada com sua teoria de que as drogas deveriam ser legalizadas. Mas, mais tarde, ao dizer que gostaria de provar maconha, uma chuva de criticas recaiem sobre ela.
As meninas todas, demonizavam a tal garota. Realmente, falavam dela como se fosse o próprio demonio. Dizia que ela estava entregando sua vida, que precisava medir seus atos, suas consequências e chegaram, até mesmo, a usar palavrões de baixo calão para se referir a situação.
Primeiramente, não entendi, ao certo, o por quê de tal demonização. A guria nem mesmo provou nada. Simplesmente, jogou a ideia ao longe... Falando de uma projeção que fez para o futuro. Não havia feito nada errado. Apenas pensara sobre o assunto, não havia tomado nenhuma decisão. E, em pouco tempo, ela já era "a culpada" pela imagem do Brasil no mundo e, ainda, "a representante" dos usuários de drogas. Fora uma cena ridicula.
O mais ridiculo ainda foi quando entendi o que acontecia para tantos chingamentos e culpa. A menina, creio que percebendo o que acontecia, disse que não gostava de "todos contra uma". Achei que fossem dizer que não estavam contra ela, que estavam preocupadas com a saúde e com o futuro da colega, mas não foi exatamente isso o que ocorreu.
Uma primeira mais corajosa, respondeu, logo, que quando era com esta ninguém tinha dó, todos iam para cima, falavam tudo o que pensavam, sem piedade qualquer. Então, outra embaixo concordou... Veio, depois, mais uma e não sei quantas foram.
Creio que entendi o que se passava. Ao que me parece, todo esse escadalo era, apenas, porque as meninas não gostavam de ser tratadas daquele jeito e, como foram um dia, achavam certo que todas as outras fossem também. No caso, deviam estar só esperando uma chance para afugentar alguém que parecia que ninguém defenderia. Ou, se preferir, esperando para se vingar de qualquer um, mesmo que a pessoa não tivesse culpa qualquer pelo motivo vingado.
Depois decidi entrar na discussão para me vingar do que elas estavam fazendo. Não obtive grandes resultados sozinha. Mais tarde, voltou aquela menina que recebeu a vingança e mais uma com pensamentos semelhantes e a discussão ficou equilíbrada. Mas esta parte não importa, realmente, para o assunto tratado. Vamos ao que interessa...
É possível que as meninas estivessem fazendo isso para não se sentirem derrotadas e, sim, vitoriosas. Mas fico imaginando se tudo no mundo acontecesse assim... Sabe, tudo bem querer se vingar da Alemanha porque a Alemanha ganhou seus territórios. Mas imagina se querem se vingar da França porque a Alemanha ganhou territórios. É irracional demais.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Sol
Escrito por
triice mayumi
às
08:14
Não é um texto atual, mas o encontrei em meus arquivos recentemente e decidi postar.
Sol: Uma doce menina presa dentro de uma torre gigantesca dentre muros enormes... cães de guarda e cercas elétricas.
"Procuro uma saída para este labirinto gigantesco que, supostamente, foi criado para minha proteção. Mas sabe... Cansei de ser protegida.
Só quero fugir desta bolha gigantesca. Quero ver o mundo que todos me dizem existir lá fora...
Acreditam que me contaram que lá fora , posso sentir o vento a bagunçar meus cabelos e a chuva a tocar minha pele?
Como será senti-los em contato com o meu corpo? Bom, me disseram, ainda, que, depois dos muros, existe muita Terra e pessoas muito diferentes de mim.
Fico a imaginar como são essas pessoas... Se são gigantes vivendo em pés de feijão... daqueles que nunca descem à terra em que vivo... ou, então, duendes pequenos, fofos e sedutores chorando insistidamente "Venham comprar. Venham comprar".
Talvez, existam bruxos estudando, secretamente, em uma escola mágica e chamando-nos de "trouxas". Quem sabe não são Deuses poderosos que vivem influenciando as águas, e tudo o que há em minha volta? E se forem? Seria bom que eu soubesse, não?
Alguém sabe como saio deste labirinto? Alguém me ajuda a achar a agulha de algum palheiro (afinal, só devem existir agulhas ali, pelo que dizem, não?) para estourar a bolha que me envolve? Podem trazer o cavalo de tróia para aqueles que estão aqui dentro destruirem o muro? Ou devo ser forte e conseguir alcançar meus objetos sem nenhuma ajuda?
Sol: Uma doce menina presa dentro de uma torre gigantesca dentre muros enormes... cães de guarda e cercas elétricas.
"Procuro uma saída para este labirinto gigantesco que, supostamente, foi criado para minha proteção. Mas sabe... Cansei de ser protegida.
Só quero fugir desta bolha gigantesca. Quero ver o mundo que todos me dizem existir lá fora...
Acreditam que me contaram que lá fora , posso sentir o vento a bagunçar meus cabelos e a chuva a tocar minha pele?
Como será senti-los em contato com o meu corpo? Bom, me disseram, ainda, que, depois dos muros, existe muita Terra e pessoas muito diferentes de mim.
Fico a imaginar como são essas pessoas... Se são gigantes vivendo em pés de feijão... daqueles que nunca descem à terra em que vivo... ou, então, duendes pequenos, fofos e sedutores chorando insistidamente "Venham comprar. Venham comprar".
Talvez, existam bruxos estudando, secretamente, em uma escola mágica e chamando-nos de "trouxas". Quem sabe não são Deuses poderosos que vivem influenciando as águas, e tudo o que há em minha volta? E se forem? Seria bom que eu soubesse, não?
Alguém sabe como saio deste labirinto? Alguém me ajuda a achar a agulha de algum palheiro (afinal, só devem existir agulhas ali, pelo que dizem, não?) para estourar a bolha que me envolve? Podem trazer o cavalo de tróia para aqueles que estão aqui dentro destruirem o muro? Ou devo ser forte e conseguir alcançar meus objetos sem nenhuma ajuda?
Mundo, me aguarde! Estou, quase, chegando até você"
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
A paixão é uma droga!
Escrito por
triice mayumi
às
14:57
Vai dizer que não? Depois que se prova uma vez, pronto! Já se quer ter mais um pouquinho... E de pouquinho em pouquinho, se torna muito. De modo que quanto mais se tem, mais se quer... Sendo que nunca se tem tudo, sempre se precisa de mais um pouquinho...
Dizem alguns que a paixão acaba depois do casamento e dai em diante, vira-se amor. Não creio muito nisso. Sabe por quê? Quando se vicia em algo, não importa como, é extremamente complicado sair do vicio, não? E se a paixão nada mais é do que um vicio, por que seria tão fácil se livrar dela com o casamento? Fora isso, imagine se alguém se apaixona por você, mas você não quer nada com a pessoa... Qual seria a solução? Casamento, pronto, acabou-se a paixão. Mas é mesmo assim que funciona? Creio que não. Caso contrário, mais e mais pessoas já teriam usado e abusado disto... Poderia ser um grande segredo passado de geração em geração, quem sabe? Não. Com certeza, não.
É certo que algumas pessoas desejam se apaixonar para sentir o que tanto os outros dizem sentir... Sabe, se sentir nas núvens, passar noites em claro sorrindo a pensar naquela pessoa, sorrir bobamente em função de qualquer detalhezinho da vida, se derreter com a palavra "amor", para esquecer os problemas, para viver uma experiencia inesquecivel, perder a timidez e por ai vai...
Outras pessoas, querem se apaixonar para agir como todos os outros. No caso dos mais novos, para ser como os mais velhos. No caso dos mais velhos, para agir como mais novos. E no caso de pessoas na faixa de idade ideal (conceito de idade ideal definida pela própria pessoa), para agir como os da mesma idade.
E quais são mesmo os motivos para as pessoas consumirem drogas?
Alguns, preferem não contar a ninguém sobre as paixões. Outros, ainda, optam por contar só para os amigos, evitar falar com os pais ou com os filhos. Tem uns que contam a todos. E, ainda aqueles, que contam para o melhor amigo e para os demais se calam.
Quase todos alegam que a paixão altera o corpo. Reza a lenda que faz o cabelo ficar mais brilhante porque estimula a produção de alguma coisa... Muitos falam que doenças são previnidas com a paixão. Existem pessoas que afirmam, com certeza, que o corpo percebe quando se está apaixonado(a) e responde para cada organismo de uma maneira distinta.
Drogas alteram o metabolismo?
E quantas foram as pessoas que você já conheceu que quiseram parar de "inalar/sentir" a paixão?
Existe gente querendo sair do vicio? Qual é a real diferença entre a paixão e a droga?
A paixão é, realmente, uma droga. Se te oferecerem, recuse, menos em casos de recomendação médica. Caso contrário, quando menos esperar vai estar preso(a) ao vicio e, muito provavelmente, não consiguirá se libertar.
Maldito vicio.
Dizem alguns que a paixão acaba depois do casamento e dai em diante, vira-se amor. Não creio muito nisso. Sabe por quê? Quando se vicia em algo, não importa como, é extremamente complicado sair do vicio, não? E se a paixão nada mais é do que um vicio, por que seria tão fácil se livrar dela com o casamento? Fora isso, imagine se alguém se apaixona por você, mas você não quer nada com a pessoa... Qual seria a solução? Casamento, pronto, acabou-se a paixão. Mas é mesmo assim que funciona? Creio que não. Caso contrário, mais e mais pessoas já teriam usado e abusado disto... Poderia ser um grande segredo passado de geração em geração, quem sabe? Não. Com certeza, não.
É certo que algumas pessoas desejam se apaixonar para sentir o que tanto os outros dizem sentir... Sabe, se sentir nas núvens, passar noites em claro sorrindo a pensar naquela pessoa, sorrir bobamente em função de qualquer detalhezinho da vida, se derreter com a palavra "amor", para esquecer os problemas, para viver uma experiencia inesquecivel, perder a timidez e por ai vai...
Outras pessoas, querem se apaixonar para agir como todos os outros. No caso dos mais novos, para ser como os mais velhos. No caso dos mais velhos, para agir como mais novos. E no caso de pessoas na faixa de idade ideal (conceito de idade ideal definida pela própria pessoa), para agir como os da mesma idade.
E quais são mesmo os motivos para as pessoas consumirem drogas?
Alguns, preferem não contar a ninguém sobre as paixões. Outros, ainda, optam por contar só para os amigos, evitar falar com os pais ou com os filhos. Tem uns que contam a todos. E, ainda aqueles, que contam para o melhor amigo e para os demais se calam.
Quase todos alegam que a paixão altera o corpo. Reza a lenda que faz o cabelo ficar mais brilhante porque estimula a produção de alguma coisa... Muitos falam que doenças são previnidas com a paixão. Existem pessoas que afirmam, com certeza, que o corpo percebe quando se está apaixonado(a) e responde para cada organismo de uma maneira distinta.
Drogas alteram o metabolismo?
E quantas foram as pessoas que você já conheceu que quiseram parar de "inalar/sentir" a paixão?
Existe gente querendo sair do vicio? Qual é a real diferença entre a paixão e a droga?
A paixão é, realmente, uma droga. Se te oferecerem, recuse, menos em casos de recomendação médica. Caso contrário, quando menos esperar vai estar preso(a) ao vicio e, muito provavelmente, não consiguirá se libertar.
Maldito vicio.
relacionado com:
droga,
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vicio
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Final Feliz
Escrito por
triice mayumi
às
08:40
Diga-me, então, o que é um final feliz? Alias, vamos começar, aos poucos. O que é um final? Uma finalidade? Não, não trata-se de uma finalidade. Se se tratasse, seria retórico. Afinal, toda finalidade é feliz! E se não é feliz, não é finalidade.O final feliz é o momento em que o principe salva a princesa? Somente nos contos de fadas. Na vida real, o "fim da história" não chega junto ao fim das complicações e problemas, pelo contrário. Na vida real, nunca há o fim das complicações de dos problemas. Tudo possui um porém.Depois do principe salvar a princesa, ele ainda precisa seguir o caminho de seu castelo. Será que no caminho não havia nenhuma complicação? Depois do casamento, vem os filhos, as responsabilidades aumentam. Será tudo um mar de rosas? Não mesmo.O único modo possível de se ter o "final da história" é morrendo. E isso, apenas, se você acreditar que não há nada após a vida. Ou seja, não acreditar em plano espiritual, nem em céu, ou inferno, ou reencarnação. O "final da história" viria, apenas, se depois da morte, o corpo, apenas, se juntasse a natureza e qualquer consciência de vida daquele ser sumisse.Pois bem, o final feliz não é como nos contos de fadas. Vamos concordar que no final dos contos de fadas, os bonzinnhos não morrem, os bonzinhos vivem.O que é o final feliz?, me perguntaria alguém. Não sei o que é e, justamente, por isso, não creio que ele esteja me esperando. Alias, acho inutil saber que algo que nem sei como é me espera... é, praticamente, o mesmo que não saber o que me espera.
sábado, 11 de setembro de 2010
Aniversário
Escrito por
triice mayumi
às
11:57
Aniversário... aniversário... O tempo está passando! Ontem o último aniversário me veio... e antes de ontem o penúltimo, um ano atrás o antepenultimo. O tempo está passando mais depressa agora... Não, o tempo passa sempre do mesmo modo! O fato é que estou ficando velha... e quanto mais velha fico, mais rápido penso que as coisas passam.
Talvez, seja pela questão da proporcionalidade. Afinal, um dia para uma criança que acaba de nascer é um tempo gigantesco! E para alguém que tem lá seus 70 anos é simplesmente "um dia como todos os outros".
Não sei se gosto de estar mais velha... também não sei se gosto que os outros me vejam assim.
Ontem, o dia começou de modo estranho. Acordei sozinha, de repente... e fiquei a pensar sobre o ocaso, as estrelas e mais essas coisas que deveriamos ver todos os dias. Fechei os olhos e mantive-me a pensar. Quando me dei conta, já estava sendo acordada pela minha mãe.
Com um tom infantil ela dizia "Hoje é o seu dia... Feliz aniversário!". Falava como se eu tivesse 5 ou 6 anos de idade... Não sei se ela sabe que completei 16. Pode ser que seja verdade o que dizem... que para as mães, somos sempre bebês independente da idade... ou talvez fosse uma mera ironia mal compreendida... mas, bom, acho que eu já deveria ter passado da idade de me importar quando me tratam como mais nova do que realmente sou.
Despertei, novamente, resmungando algo baixinho... segui ao banheiro como é de costume todas as manhãs. Quando sai, meu pai chamou-me a atenção. "Ei, Bia, feliz aniversário". Abafei um riso e terminei de me arrumar para a escola.
Na escola, tudo ocorreu como geralmente ocorre... Provas, aulas, professores, alunos, amigas, etc, etc... Eu fiz questão de fazer que o dia fosse exatamente como todos os outros... Por isso, incomumente repetia mentalmente as palavras "Hoje é mais um dia normal. Hoje é mais um dia normal." E acreditem ou não, é verdade o que dizem: uma mentira repetida várias vezes torna-se verdade. Tirando a repetição incomum, o dia foi, perfeitamente, comum e, portanto, não irei descrevê-lo aqui.
Talvez, seja pela questão da proporcionalidade. Afinal, um dia para uma criança que acaba de nascer é um tempo gigantesco! E para alguém que tem lá seus 70 anos é simplesmente "um dia como todos os outros".
Não sei se gosto de estar mais velha... também não sei se gosto que os outros me vejam assim.
Ontem, o dia começou de modo estranho. Acordei sozinha, de repente... e fiquei a pensar sobre o ocaso, as estrelas e mais essas coisas que deveriamos ver todos os dias. Fechei os olhos e mantive-me a pensar. Quando me dei conta, já estava sendo acordada pela minha mãe.
Com um tom infantil ela dizia "Hoje é o seu dia... Feliz aniversário!". Falava como se eu tivesse 5 ou 6 anos de idade... Não sei se ela sabe que completei 16. Pode ser que seja verdade o que dizem... que para as mães, somos sempre bebês independente da idade... ou talvez fosse uma mera ironia mal compreendida... mas, bom, acho que eu já deveria ter passado da idade de me importar quando me tratam como mais nova do que realmente sou.
Despertei, novamente, resmungando algo baixinho... segui ao banheiro como é de costume todas as manhãs. Quando sai, meu pai chamou-me a atenção. "Ei, Bia, feliz aniversário". Abafei um riso e terminei de me arrumar para a escola.
Na escola, tudo ocorreu como geralmente ocorre... Provas, aulas, professores, alunos, amigas, etc, etc... Eu fiz questão de fazer que o dia fosse exatamente como todos os outros... Por isso, incomumente repetia mentalmente as palavras "Hoje é mais um dia normal. Hoje é mais um dia normal." E acreditem ou não, é verdade o que dizem: uma mentira repetida várias vezes torna-se verdade. Tirando a repetição incomum, o dia foi, perfeitamente, comum e, portanto, não irei descrevê-lo aqui.
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